abr 20

Semana Santa 2017

Há que se entender que antes da Semana Santa ou Semana Maior se iniciar com Domingo de Ramos, a comunidade veio ao longo dos quarenta dias refletindo, através de interiorização causada pelas orações, próprias ao tema, na denúncia dos acontecimentos fatídicos, porém originários de nossa fé em Cristo. Então uma vez maturada as intenções Pe. Paulo Marcelo, irmanado a uma turba, defronte a Capela Nossa Senhora do Rosário começou o Sacrifício da Santa Missa, intermitindo essa com a peregrinação em procissão até a Matriz Nossa Senhora das Dores, quando se deu a sequência com o Evangelho da Paixão de Cristo. Triunfalmente a celebração da Santa Missa foi encerrada com a cantata de Bach “Jesus Alegria dos Homens” conduzida pelo maestro Silas Freitas. Vale ressaltar que esse domingo é de suma importância no contexto de nossa fé, pois nele Jesus polemizou toda a multidão ao adentrar em Jerusalém por sobre um jumento, animal esse comum à época, num gesto a demonstrar toda a sua grandiosidade e generosidade, ao se fazer pequeno, na intenção de que Deus é para todos, indistintamente. À noite a imagem de Jesus é transladada da Matriz em direção à capela Nossa Senhora do Rosário, para prosseguir na segunda-feira em procissão ao encontro de Maria, na avenida principal da cidade, quando em uma primeira homilia Pe. Rodrigo, de maneira simples e direta emocionou a todos asseverando que toda a vilania denunciada nesse encontro serve para dar a todos, através de uma reflexão profunda, a intenção de que tudo foi permitido, para dar a todos uma segunda chance, na caminhada em sentido contrário ao pecado.

Na terça a bela imagem de Nossa Senhora é transladada para a Capela de N. S. do Rosário, para que na noite de quarta-feira saísse à procura de Jesus pelas ruas de uma Nazareno Dorense, parando de quando em quando nos passinhos ao som dos motetos. Na quinta-feira, já pela manhã, Pe. Paulo Marcelo e três, dos cinco, missionários dorenses: Jônatas, Jefferson e David rumaram para a Igreja Nossa Senhora do Pilar, em São João del Rei na intenção de participar da Santa Missa do Crisma (presidida pelo Bispo Emérito: Dom Waldemar Chaves de Araújo), representar a paróquia Nossa Senhora das Dores e buscar os Santos Óleos (Catecúmenos, Unção dos  Enfermos e do Crisma). À noite houve o cerimonial do Lava Pés, ou a Instituição da Eucarístia, rememorando a derradeira Ceía, quando na ocasião Pe. Paulo Marcelo escolheu 12 jovens acólitos, representando os discípulos, e em tom jocoso foi caracterizando-os e apresentando-os à comunidade. Terminada a celebração houve a vigília ou a Adoração do Santíssimo Sacramento em duas escalas: de 22:00 h às 23:00 h e de 23:00 h às 24:00 h, quando o altar é desnudado ao som da matraca.

Na sexta-feira a cidade amanheceu um pouco silenciosa, em respeito à morte de Jesus, sendo que às 15:00 houve a Ação Litúrgica, quando, mediante a morte de Jesus Pe. Paulo Marcelo se prostrou no chão numa mortificação silenciosa, seguida das leituras, comunhão e do Beijo da Cruz. Á noite em meio ao sermão, proferido pelo  Pe. Vinícius Ildefonso Campos, enquanto o mesmo traça uma genealogia do pecado, de maneira profunda, Jesus foi sendo retirado da cruz. Quando por fim Jesus é colocado no esquife um lamento de Verônica se fez ouvido por todos:__  “Oh vós todos, que passais pela via, vinde e vede: se há dor semelhante a minha. Atentai povos do mundo, e vede a minha dor”. Em seguida o esquive carregando o Corpo de Jesus, seguido por Maria é conduzido em procissão solene pelas ruas da cidade. No sábado, mais precisamente às 21:00 h, o interior da matriz Nossa Senhora das Dores se imerge na escuridão , então o fiat lux do Círio Pascal  vai iluminando, através das velas sustentadas pelos fiéis, todo o interior da matriz, nesse momento as leituras começam a delinear a história da salvação. Findadas as leituras o som estrondoso e alegre do Glória se faz ouvido e as luzes, todas, são acesas e o sino, por fim, começa a repicar incessantemente. Uma vez Jesus Cristo ressuscitou, o Mesmo percorre em procissão pelas proximidades da matriz.

Findando todo o fundamento da nossa história de salvação, no domingo, mais precisamente às 17:30 h, Maria sai gloriosamente de branco  pelas ruas a demonstrar que a Cruz onde seu filho foi pregado não foi e não deve ser entendido como um escândalo, um fracasso e sim um sinal, para a redenção de todos nós. Uma vez terminada a procissão houve a exposição do Santíssimo, quando Pe. Paulo Marcelo permitiu que todos O tocassem com suas mãos impuras, porém com intenções nobres. Ao final houve benção, quando todos puderam acreditar que galgaram mais um degrau à proximidade de Jesus.

Amém!

Texto: João Bosco de Melo – PASCOM

Fotos: PASCOM

Dores de Campos, abril de 2017

Domingo de Ramos

Segunda-Feira Santa

Terça-Feira Santa

Quarta-Feira Santa

Quinta-Feira Santa

Sexta-Feira Santa

Sábado Santo

Domingo da Ressurreição

abr 04

Informativo da Pastoral Familiar – Abril 2017

PASTORAL FAMILIAR – DORES DE CAMPOS- MG

Diocese de São João Del Rei – MG

Forania de Nossa Senhora da Conceição

 

Diretor Espiritual: Padre Paulo Marcelo Daher Gomes Filho

Casal Coordenador Geral: Wellington e Vilmara

Casal Vice coordenador: Alexandre e Emilia

A Pastoral Familiar se divide em três setores:

– Setor Pré-Matrimonial – Jaques e Daniely

– Setor Pós Matrimonial – Dimas e Regina

– Setor Casos especiais – Mara e Chioca.

Falecimento

 A pastoral Familiar, envia seus sentimentos para as famílias de Elaine Lima de Queiroz Silva /  Dona Trindade /  Juraci Maia Coimbra / Juliana Moura Silva. Que Deus os console e os fortaleça.

Trabalho da Pastoral no Mês

Agenda:

  • Dia 05 – Adoração ao Santíssimo Sacramento as 20 horas na Igreja do Rosário
  • Dia 11 – Missa da Família
  • Dia 19 – Estudo Bíblico
  • Dia 28 –  Reunião Mensal

Mês de março foi realizada a via sacra nos bairros pela Pastoral Familiar, segundo a Campanha da Fraternidade:

Aconteceu também nesta semana, na missa da família (dia 30 de Março), através do setor Pré-Matrimonial, a entrada no ofertório dos casais que estão fazendo o Curso de Noivo:

Os casais que fazem aniversário de Casamento, no mês de Março, receberam uma benção especial, como é feito em toda missa da Familia:

Aniversariantes do Mês de Abril:

Individuais:

  • 10 – Amazilis
  • 11 – Gilmar
  • 23 – José Maria
  • 24 – Regina

Casamento:

  • 16 – Aparecida e Gilson
  • 27 – Amazilis e Mário

Conheça a vida dos Santos

Joana Beretta Molla (1922-1962)

28 de abril

Fonte: http://www.vatican.va

Gianna Beretta nasce em Magenta (Milão, Itália) aos 04 de outubro de 1922. Desde sua primeira juventude, acolhe plenamente o dom da fé e a educação cristã, recebidas de seus ótimos pais. Esta formação religiosa ensina-lhe a considerar a vida como um dom maravilhoso de Deus, a ter confiança na Providência e a estimar a necessidade e a eficácia da oração.

Durante os anos de estudos e na Universidade, enquanto se dedicava diligentemente aos seus deveres, vincula sua fé com um compromisso generoso de apostolado entre os jovens da Ação Católica e de caridade para com os idosos e os necessitados nas Conferências de São Vicente. Laureada em medicina e cirurgia em 1949 pela Universidade de Pavia (Itália), em 1950 abre seu consultório médico em Mêsero (nos arredores de Milão). Especializa-se em pediatria na Universidade de Milão em 1952 e, entre seus clientes, demonstra especial cuidado para as mães, crianças, idosos e pobres.

Enquanto exercia sua profissão médica, que a considerava como uma «missão», aumenta seu generoso compromisso para com a Ação Católica, e consagra-se intensivamente em ajudar as adolescentes. Através do alpinismo e do esqui, manifesta sua grande alegria de viver e de gozar os encantos da natureza. Através da oração pessoal e da dos outros, questiona-se sobre sua vocação, considerando-a como dom de Deus. Opta pela vocação matrimonial, que a abraça com entusiasmo, assumindo total doação «para formar uma família realmente cristã».

Inicia seu noivado com o engenheiro Pedro Molla. Prepara-se ao matrimônio com expansiva alegria e sorriso. Ao Senhor tudo agradece, e ora. Na basílica de São Martinho, em Magenta, casa aos 24 de setembro de 1955. Transforma-se em mulher totalmente feliz. Em novembro de 1956, já é a radiosa mãe de Pedro Luís; em dezembro de 1957 de Mariolina e, em julho de 1959, de Laura. Com simplicidade e equilíbrio, harmoniza os deveres de mãe, de esposa, de médica e da grande alegria de viver.

Em setembro de 1961, no final do segundo mês de gravidez, vê-se atingida pelo sofrimento e pela dor. Aparece um fibroma no útero. Antes de ser operada, embora sabendo o grave perigo de prosseguir com a gravidez, suplica ao cirurgião que salve a vida que traz em seu seio e, então, entrega-se à Divina Providência e à oração. Com o feliz sucesso da cirurgia, agradece intensamente a Deus a salvação da vida do filho. Passa os sete meses que a distanciam do parto com admirável força de espírito e com a mesma dedicação de mãe e de médica. Receia e teme que seu filho possa nascer doente e suplica a Deus que isto não aconteça.

Alguns dias antes do parto, sempre com grande confiança na Providência, demonstra-se pronta a sacrificar sua vida para salvar a do filho: «Se deveis decidir entre mim e o filho, nenhuma hesitação: escolhei – e isto o exijo – a criança. Salvai-a». Na manhã de 21 de abril de 1962 nasce Joana Manuela. Apesar dos esforços para salvar a vida de ambos, na manhã de 28 de abril, em meio a atrozes dores e após ter repetido a jaculatória «Jesus eu te amo, eu te amo» morre santamente. Tinha 39 anos. Seus funerais transformaram-se em grande manifestação popular de profunda comoção, de fé e de oração. A Serva de Deus repousa no cemitério de Mêsero, distante 4 quilômetros de Magenta, nos arredores de Milão (Itália).

«Meditata immolazione» (imolação meditada), assim Paulo VI definiu o gesto da Beata Gianna recordando, no Ângelus dominical de 23 de setembro de 1973, «uma jovem mãe da Diocese de Milão que, para dar a vida à sua filha sacrificava, com imolação meditada, a própria». É evidente, nas palavras do Santo Padre, a referência cristológica ao Calvário e à Eucaristia.

Foi beatificada por João Paulo II no dia 24 de abril de 1994, no Ano Internacional da Família.

Reflexão:

Isaias 1, 16-17

16 Lavai-vos, limpai-vos, tirai da minha vista as injustiças que praticais. Parai de fazer o mal,

17 aprendei a fazer o bem, buscai o que é correto, defendei o direito do oprimido, fazei justiça para o órfão, defendei a causa da viúva.

 

mar 08

Especial Dia Internacional da Mulher: Maria José Elias (Maria José da Toca)

A história de Dona Maria José Elias é tão simples como a de muitas Marias brasileiras. Nascida em Dores de Campos no dia 11 de outubro de 1958, filha de Geraldo Lucindo Elias e Xista Leandro. Desde criança ajudava sua mãe nas lidas domésticas com alegria, disposição e humildade. Foi criada em uma família simples, mas nunca deixou que a tristeza embalasse sua vida. Na sua mocidade casou-se com Antônio Tadeu Elias e no início do casamento sofreu muito com o alcoolismo do marido e as incompreensões advindas de sua caridade com o próximo. Antes de ser a Maria José da Toca, trazia os mendigos para sua casa e alimentava-os. Nesse tempo já tinha os filhos Leandro Eustáquio Elias, Patrícia Trindade Elias (In memorian) e Rodrigo Geraldo Elias, que foram criados dentro desse clima de amor ao próximo, na intenção de serem pessoas do bem.

Família da Dona Maria José

Dona Maria José, seu esposo Antônio e a neta Marina

Na preocupação com os desvalidos sua fama tornou-se conhecida na cidade e sua casa não tinha espaço para acomodar todos os necessitados da cidade e de outros recantos do Brasil. Nessa luta pela ajuda aos desvalidos aliou-se ao jovem Eduardo Henrique Aliani Teixeira, ao marido Antônio, que, atualmente, a apoia. Com o aumento do expediente foi o Movimento Toca de Assis e um local, sob a casa de Dona Viroca, na Rua Nova, para acolher esses desvalidos. Apesar dos poucos recursos financeiros começa a servir, diariamente, uma sopa, rica em nutrientes, a isso pede donativos à comunidade.

Mas com o tempo o anseio de ajudar tornou-se mais intenso, devido à crescente demanda consegue o empréstimo da casa do finado “Antônio Arruda”, que atualmente pertence ao seu neto Marcelo Arruda. Devido ao tamanho da nova casa pôde abrigar mais internos, que se alimentam, dormem e trabalham no cultivo de uma horta comunitária, quando todas as hortaliças são vendidas para a comunidade. A casa tem o clima de harmonia e simplicidade, própria dos lares onde reina o amor.

Moradores da Toca de Assis, juntamente com a Dona Maria José e alunos do CEWA

Dona Maria José é um exemplo que deve ser seguido por todos, pois personifica as verdadeiras palavras bíblicas de Jesus “Doar o pouco que tem aos pobres”, tal qual a pobre viúva, que deu os últimos tostões como esmola na igreja. A emblemática Maria José também reza o terço no mês de outubro dedicado a Nossa Senhora Aparecida e diversas guloseimas. Nessa ocasião comemora com as crianças, seu aniversário. Gostaria de finalizar dizendo que nossa querida figura dorense, perdeu sua filha Patrícia de maneira trágica, mas nunca perdeu a fé em Deus. Atualmente cuida de sua neta Marina Aparecida Elias da Silva, com todo cuidado de uma mãe, com um cuidado de Maria.

Sua filha Patrícia (In memorian) e neta Marina

“Que todos os dorenses sigam o exemplo da grande Maria José em sua vida cotidiana”.

Dores de Campos, 08 de março de 2017

Por Sirlene Cristina Aliane – PASCOM

fev 10

Humildade

As pessoas

Mais humildes

São as mais

Sábias;

Pois são

Felizes

Com

Sua casa

Modesta,

Seu trabalho

E principalmente

Com a família

E com os

Amigos.

Os bens

Materiais,

São apenas

Instrumentos

Nas mãos

Do ser

Humano

Humilde.

E tem

Que

Ser

Assim,

Pois

As pessoas

Que têm

Os cargos

Mais

Altos

Na sociedade,

Devem prestar

Serviços

Ao próximo,

E não

Se tornarem

Arrogantes

E prepotentes.

O maior

Exemplo

De humildade

Na terra,

Foi demonstrado

Por Jesus

Cristo,

Aquele

Que lavou

E beijou

Os pés

Dos apóstolos e

Dos mais pobres e

Simples.

Por Sirlene Aliane – PASCOM

fev 10

Ecumenismo

A religiosidade

Humana é

Algo

Intrínseco

Ao ser

Humano;

Pois desde

As primeiras

Civilizações,

Os povos

Já clamavam

Por um ser

Superior,

Que os

Atendessem

Em suas

Necessidades

E fragilidades

Humanas.

Os povos

Mesopotâmicos,

Gregos ou

Romanos,

Acreditavam

Em vários

Deuses e

Ansiavam

Por auxílio

E consolo.

Atualmente,

Existem muitas

Religiões

Monoteístas.

A maioria

Orando ao

Mesmo Deus.

Mas algumas

Disputam entre si e

Matam o

Próximo.

No entanto,

Todas as

Religiões

Deveriam

Se unir

Em torno

Do mesmo

Ideal de

Amor,

Fraternidade

E perdão;

Pois a maior

Religiosidade

Está no

Acolhimento

Do irmão.

Por Sirlene Aliane – PASCOM

dez 20

Natal Vicentino 2016

001Mais um ano a Sociedade de São Vicente de Paulo, através da Conferência Nossa Senhora do Rosário se faz presente com gesto concreto no intuito de minimizar  os problemas fabricados por nossa sociedade, que, ainda se faz insensível ao sofrimento humano. Então na sequência dos ensinamentos proclamados por Antônio Frederico Ozanam e este inspirado na vida de São Vicente de Paulo nossa cidade foi mobilizada  para se permitir a todos a prática da C A R I D A D E, na pretensa de trazer a todos, na Noite Santa, um pouco de felicidade e esperança.

 Não foi à toa que Paulo de Tarso ao escrever a Carta aos Coríntios asseverou:__ Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, mas se não tiver caridadesou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada… Claro que a prática da caridade deve ser constante, mas na época do Natal ela se faz mais presente, quando se recorda as lições da Boa Nova de Jesus.

 A isso a Sociedade de São Vicente de Paulo trabalha arduamente durante todo o ano, na intenção de minimizar o sofrimento de nossos irmãos, vitimados pela penúria, na tentativa de tornar possível a promoção. Em tempo se faz necessário relembrar da iniciativa do Bispo São Nicolau que no tempo do advento colocava moedas em um pequeno saquinho e colocava, os mesmos, na soleira das portas das pessoas humildes. Consoante a isso mais de 102 Cestas Natalinas, com artigos de primeira necessidade, foram distribuídas aos assistidos, contendo em sua formatação: 02 pacotes de arroz / 01 pacote de açúcar / 02 garrafas de óleo de soja / 01 Kg e 500 gramas de pó de café / 02 Kg de feijão / 02 Kg de macarrão / 01 Kg de sal / 01 Kg de fubá / 02 latas de massa de tomate / 01 kg de batata / 01 Kg de cebola / 01 Kg de goiabada / 01 frango / 01 K e 500 gramas de lingüiça de porco / 500 gramas de carne moída / 04 litros de refrigerante.

Foi uma manhã de domingo muito agradável, quando pudemos levar às casas dos assistidos as cestas, contendo em si mais do que alimentos, mas mensagens implícitas de um Feliz Natal! Que tudo ficará bem! Que estamos juntos na empreitada de formatar um mundo mais justo! Porém duas ausências foram notadas, a do Sr. Qualidade e a do Célio da Marié. Mas a esses rendemos gratas memórias, pois quando estiveram entre nós souberam se mostrar bons confrades. Vale ressaltar que nada disso poderia ser possível se não houvesse existido a contribuição de toda a sociedade dorense. Então, para tanto, nós da Sociedade de São Vicente de Paulo agradecemos a todos e desejamos, também, a todos um Feliz Natal e um Ano Novo Próspero, muito Próspero!

Amém!

Por João Bosco de Melo – PASCOM

Dores de Campos, 18 de dezembro de 2016

dez 20

Tempo do Advento 2016

Fonte da Imagem: Canção Nova

Fonte da Imagem: Canção Nova

Nesse domingo último, mais precisamente dia 27 de novembro do corrente ano, com a primeira de 04 velas acesa, teve início ao tempo do advento. A isso vale ressaltar, etimologicamente, que advento provém do latim adventus, que significa: chegada. Para nós Cristãos, tal expressão está intrinsecamente ligada àquele que vai chegar e acabar com o sofrimento e refrigerar a nossa alma com a esperança. E o que é Esperança? Se recorrermos, novamente à etimologia constataremos que ela significa: espera, a conclusão de algo muito desejável, além da mesma ser uma das três virtudes teologais, ao lado da Fé e da Caridade. A isso o profeta Isaias 9,2 já prenunciava__ ”O povo que andava nas trevas viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz”. Então com o nascimento de Jesus Cristo o mundo conheceu e entendeu que, desde os primórdios dos tempos, se preparou para essa chegada, para essa epifania. E com a conclusão do nascimento e ascensão de Jesus a Igreja a cada ano rememora esse exercício, como prática de modelagem, da conduta humana. Então nesse périplo, que é uma viagem em círculos, vamo-nos modelando ao entendimento da Boa Nova e nos tornando melhores, pois ponderamos nossos acertos e nossas faltas. Não devemos, nunca, nos repetir a cada ano nos mesmos erros e, ainda, procurar pelos mesmos acertos. É imprescindível que tenhamos a intenção correta do progresso, pois a ele estamos atrelados, então, para tanto, não podemos ficar nessa conduta obtusa de nos perpetuar na mesma carga de erros, pois nosso caminhar se faz para frente. É essa a intenção desse Tempo Santo, esperar pelo que há de vir, com intenções nobres.

Em tempo vale ressaltar que a cor roxa tem o sentido de austeridade quanto ao nosso propósito, que é o de nos fazermos homens novos. Vale ressaltar, também, a figura da mulher emblemática, que na altura da fragilidade dos seus 14 ou 15 anos, soube desafiar o farisaísmo da época, sem temer o apedrejamento, que poderia advir do seu sim. Maria a mulher vestida de sol, que soube esperar tendo, apenas, sua fé como bússola, numa época violenta, quando o poder da vida e da morte estava atrelada aos caprichos dos grandes, tal como Pe, Paulo Marcelo assevera, nas entrelinhas de suas belas homilias. E nesse domingo ao homiliar Mt.24,37-44  ele nos indicou que temos que estar preparados e atentos, pois…dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado,  Duas mulheres estarão moendo no moinho, uma será levada e a outra será deixada… A isso, também, não podemos nos esquecer de José um homem simples, porém sábio, que tal qual Maria teve, apenas, a fé como norte de sua conduta, de sua espera.

Então, queridos paroquianos, a esse périplo que revivemos todos os anos é necessário que façamos uma reflexão profunda e honesta, para que a partir daí tenhamos o discernimento do significado do advento, para que possamos, realmente ser merecedores da epifania de Jesus, na Noite Santa, quando o nosso maior presente será, se não um coração puro, pelo menos que seja um coração sincero, para que ao final de nossa jornada tenhamos nos tornado, como tão bem asseverou Nietzsche: o Super homem, aquele que supera a própria mediocridade humana, para se tornar a mola propulsora, para elevar o mundo ao estágio tão bem delineado por Deus e proclamado por Jesus Cristo.

Aproveitando o ensejo, nós, da PASCOM (Pastoral da Comunicação) queremos desejar, conjuntamente com Pe. Paulo Marcelo, à toda “Comunidade Paroquial Dorense” um Santo Natal e um Venturoso Ano Novo.

Por João Bosco de Melo – PASCOM

Dores de Campos, 29 de novembro de 2016

nov 22

Encerramento do Ano Santo da Misericórdia

001Hoje, mais precisamente 20 de novembro do corrente ano, encerrou o Ano Santo, que por meio da Bula “Misericordiae Vultus”, O Rosto da Misericórdia, teve a pretensa, durante 01 ano, a começar do dia 13 de dezembro de 2015, de que todos fizessem, através de reflexões profundas, a qualidade do comportamento, enquanto fiéis, da Boa Nova de Jesus Cristo.  A esse tempo todos puderam, através das leituras lidas e refletidas traçarem um comparativo com as suas reações ante os acontecimentos cotidianos, pois a vida de Jesus está repleta de ensinamentos, para uma boa conduta, quando a “Misericórdia” é algo primordial em todas as facetas, que se apresentaram e, certamente apresentarão em nossas vidas. Se às vezes reclamamos dos acontecimentos que chegam, através da mídia e que esses impactam negativamente em nossas vidas, constatamos que o mundo despreza os ensinamentos proclamados por Jesus, mas a isso devemos refletir sobre os nossos gestos, pois é através deles, que o mal toma tal projeção.

Hoje, através, de uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento, quando pudemos refletir a essência de Sua Vida e do Evangelho de Lc 23, 25-43 e constatar a “Misericórdia” de Jesus, quando Crucificado entre dois ladrões Dimas e Gesta é indagado pelo primeiro:__Jesus lembra-te de mim, quando entrares em teu reinado! E Jesus responde:__Ainda hoje estarás, comigo no paraíso! Para tanto devemos estar atentos aos nossos atos, aos nossos gestos, pois, através deles podemos levantar pessoas ou provocar suas quedas.

002

A reportagem, desse mês de novembro, da Revista de Aparecida: “Jesus, a Porta da Misericórdia”, demonstra com gestos concretos a Misericórdia, quando Jesus atende aos clamores da viúva de Naim, diante do filho morto, ressuscitando-o. Consoante a isso devemos, sempre, ser imitadores de Cristo, pois os nossos pequenos gestos, com boa vontade, podem dar alento a muitas pessoas em situações de desconforto, de penúria. Devemos entender que, somente, através de nossa retomada aos ensinamentos da Palavra, o mundo será um lugar propício, para que todos possam viver com equivalência, pois a salvação passa pela porta do aprisco, que é Jesus. Como Pe. Paulo Marcelo enfatiza, sempre, quando da leitura de Jo 10,9:__Eu sou a porta, se alguém entrar por mim será salvo… O ladrão vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância.

Por João Bosco de Melo – PASCOM

Dores de Campos, 20 de novembro de 2016

nov 16

11º Encontro da Irmandade do Santíssimo Sacramento

001O tempo frio e chuvoso não esmoreceu os ânimos dos 40 irmãos que rumaram, no horário de 05:30, para a cidade de Carrancas, na intenção de participarem do 11º Encontro da Irmandade do Santíssimo Sacramento. Ao chegarmos fomos recepcionados por um excelente café, contendo no mesmo uma variedade infinda de quitandas. Umas vez satisfeito o apetite rumamos para a bela Igreja Matriz Nossa senhora da Conceição (em tempo vale ressaltar que a mesma foi erigida no final do século XVVIII com blocos de quartzito e tendo o teto do presbitério com afresco do discípulo de Aleijadinho, Joaquim José da Natividade) na intenção de buscar o anfitrião do encontro “Santíssimo Sacramento”. Assim que o Pe. Eder Sebastião dos Santos incensou o Santíssimo Sacramento, o Mesmo foi transladado em procissão até o Ginásio Poliesportivo. Uma vez entronado o Santíssimo Sacramento, fez-se a adoração e recitação do Terço (Mistérios Dolorosos), sendo este, conduzido pelo Diácono Diocesano Permanente Ademir Noel. Em seguida  Pe. Javé Domingos Silva (Minduri) ministrou uma profícua palestra intitulada: O cotidiano das Irmandades do Santíssimo Sacramento, quando na ocasião desenhou com bastante embasamento, baseado na 1º Carta aos Coríntios, os perigos que uma comunidade corre, quando seus membros não têm discernimento das diretrizes que regem o movimento e se habituam a personalizá-lo, isto é, tornando-o o reflexo de suas vontades pessoais. Para tanto ele mencionou uma frase asseverada por Jesus, quando da última Céia:__Fazei isto em minha memória!__A isto fica bem claro, que o que vai nortear o movimento é a intenção de fazer memória a Jesus, no sentido de fazer a vontade Deste. Há que se entender, também, que tal irmandade é diferente das demais, pois cabe a esta zelar pela própria Igreja e na proclamação da palavra e ostentação do Santíssimo Sacramento os seus membros se comprometem seu a sair do próprio egoísmo, para ir ao encontro dos acontecimentos sociais, na promoção de quem se encontra em  estado de penúria, tanto na forma física, material e espiritual. E tem que se ter a intenção clara que a prioridade de tal movimento é o de estar reunido ao redor do próprio Jesus Cristo, transubstanciado em pão e vinho, para nos alimentar em nossa viagem terrena. É necessário que entendamos, que tal movimento, é de suma importância para a vitalidade da Igreja, pois este (movimento) esteve, sempre,  atrelado em sua formatação, enquanto templo, tanto que era chamado como Irmandade Fabriqueira ou Fábricas das Igrejas. Finalizando a palestra asseverou que a gratuidade, humildade e disponibilidade ao serviço é a melhor prenda que podemos ofertar a Jesus Cristo . E deixou uma máxima, para se pensar:__”Não importa o ponto que chegamos. O importante é prosseguir decididamente”

Após a palestra foi oferecido o almoço e alguns minutos para a sesta, não para dormitar, mas para se poder trocar informações e opiniões. Na sequência houve vários depoimentos de Milagres Eucarísticos. Encerrada essa etapa, Pe. Paulo Marcelo Daher Gomes Filho munido do capítulo 12 da 1ª Carta aos Coríntios começou a dissertar sobre as variedades de dons a que todos são capazes e a maneira eficaz desses serem bem empregados em movimentos e pastorais. Especificou que a tônica do Movimento: Irmandade do Santíssimo Sacramento é caminhar junto com o pároco e nessa caminha crescer na fé e se fidelizar cada fez mais ao intuito do movimento e de sua importância no contexto religioso e social. Para tanto tem que se conhecer as características do movimento, sua importância histórica e respeitar a hierarquia de comando, quando o consenso é prioritário, quando o ângulo do meu olhar tem que ser desviado para o todo, em detrimento do meu “eu”. E para se membrar ao movimento não é necessário ter diplomas ou posições, para tanto deve-se ter, apenas, boa vontade e a certeza do sim dado. Para tanto asseverou que Jesus ao iniciar o seu ministério escolheu pessoas simples e marginalizadas e a nós não nos cabe ser diferentes Deste. Apesar de o assunto ser sério, pois chamou a todos à responsabilidade, Pe. Paulo Marcelo efetivou sua palestra em tom, sempre, jocoso, o que deixou todos à vontade.

Em seguida houve a celebração do Santo Sacrifício da Missa, quando a mesma foi celebrada por Dom Célio de Oliveira Goulart e concelebrada por: Monsenhor Jair Santos Pinto, Pe. Paulo Marcelo, Pe. Eder, Pe. Javé, Pe. Dirceu e pelo diácono Noel, quando ao homiliar sobre o Evangelho ratificou tudo o que fora dito, até então, sobre a Irmandade do Santíssimo Sacramento. Ao final foram distribuídos brindes.

Foi um evento simples, quando a pretensa foi, apenas, a de tornar a Irmandade mais unida e seus participantes mais inteirados de sua importância social, histórica e religiosa. Vale ressaltar que ao final foi repassada a responsabilidade do zelo  da imagem de Nossa senhora do Santíssimo Sacramento  para o provedor da Irmandade da cidade de Prados até o ano de 2017, próximo encontro, quando tal Irmandade estará completando 300 anos de sua fundação. Em tempo vale registrar a presença discreta de Pe. José Bittar.

Parabéns aos organizadores e a todos que direta ou indiretamente ajudaram para o sucesso do evento.

Por João Bosco de Melo – PASCOM

Dores de Campos, 15 de novembro de 2016

nov 02

Dia de Finados

finadosFinados é um dia especial, um dia de veneração aos defuntos, um dia para lembrar dos nossos entes queridos, daqueles que fizeram parte de nossa vida terrena. Nesse dia é normal que as pessoas fiquem melancólicas, pois a morte lembra a perda e quando amamos é triste essa despedida. No entanto a morte nos remete a fragilidade da existência humana, a importância de sermos mais humanos com o próximo, menos orgulhosos, menos arrogantes. Jesus dizia, sempre, que estamos na terra de passagem e que devemos fazer sempre o bem e nos desapegar dos bens materiais; nada aqui na terra tem dono, tudo está emprestado por um devido tempo.

O filósofo Heidegger também dizia que o homem é um ser para a morte, o que também nos remete a fragilidade e contingência humana. A finitude da vida é parte de uma reflexão espiritual que nos impulsiona para uma existência repleta de harmonia e união com os nossos irmãos de caminhada. A morte entre os ocidentais tem somente conotação negativa, mas numa visão oriental e cristã seria apenas um momento de se voltar para si mesmo e refletir sobre a vivência cotidiana em um mundo de tanto consumismo e individualismo. Nos dias atuais muitas pessoas tem se rendido aos prazeres da vida e se esquecido do verdadeiro sentido da vida na terra.

As pessoas não devem se render apenas aos deleites da carne, mas ter uma vida repleta de espiritualismo e solidariedade junto aos irmãos. Somente o amor cristão é capaz de direcionar o ser humano para a verdadeira morada eterna e a ressurreição com Cristo. Jesus Cristo dizia em seu peregrinar pela terra que os fariseus rezavam em voz alta nos templos, respeitavam a lei, mas não eram solidários com o próximo. O verdadeiro cristão é aquele que mostra ao outro a face de um coração puro e contrito, que transparece em suas atitudes o amor verdadeiro de Deus, aquele capaz de redimir o ser humano de suas misérias. A verdadeira missão de cada um está relacionada com o amor ao seu irmão de caminhada em todos os momentos da existência.

Por Sirlene Cristina Aliane – PASCOM

Dores de Campos, 02 de novembro de 2016

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